As Misericórdias foram desde a sua fundação, salvo na época em que foi governante Joaquim António de Aguiar (o chamado mata frades) que encerrou (por Decreto de 28 de Maio de 1834) Conventos e Mosteiros, e fez reverter as propriedades em beneficio da fazenda publica, apoiadas por todos os Reis que se seguiram á sua instituição enquanto o regime Monárquico governou até 1910, porém, a partir da implantação da Republica, as Misericórdias perderam de novo a confiança dos governantes e muitas foram espoliadas de grande parte do seu património, quer físico, quer cultural, documental ou histórico, sendo menosprezado o contributo social que tanto dera em beneficio dos mais necessitados.
Posteriormente, e por Decretos emanados a 7 de Dezembro de 1974 e de 11 de Novembro de 1975, o Estado apodera-se de novo de muitos dos bens das Misericórdias, não sendo de excluir a hipótese de que também a Misericórdia do Soito tivesse sido alvo de tais atentados em qualquer uma destas épocas de perseguição e confusão administrativa, dado o desaparecimento de documentação que pudesse atestar o direito de propriedade da Santa Casa aos inúmeros prédios que eram sua pertença por diversas doações que lhe haviam sido feitas.
Actualmente há uma parceria entre o Estado e as Misericórdias no que concerne á Assistência Social para o que elas se encontram mais vocacionadas, atribuindo aquela uma comparticipação pelos serviços que estas prestam á Sociedade principalmente aos idosos e às crianças através de Lares para a terceira idade, Jardins-de-infância e Creches.
segunda-feira, 15 de março de 2010
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